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Arati do dia 6 de agosto de 2000 |
JNANA MANDIRAM Direccion: SHIN QL 4/6 - CONJ. A - TEMPLO
Não existe nenhuma diferença entre Jnana Yoga e Karma Yoga. Jnana Yoga
é a yoga da sabedoriae Karma Yoga é a yoga da ação. Ambas são a mesma coisa,
simplesmente as pessoas tratam de compreender segundo suas atitudes. (...) Jnana Yoga diz: vocês são Espírito Espíritos não fazem nada,
então vocês não podem fazer ações. Vocês não atuam nunca. A ação não existe no
Espírito. Por exemplo, seja o ventilador. O ventilador se move; muito bem! e como move?
Move porque a eletricidade está presente. Então o ventilador se move pelo poder da
eletricidade, mas a eletricidade não se move. Assim, toda a criação se move pelo poder
do Ser, mas o Ser não se move. Isto é Jnana Yoga. Quando eu digo isto as pessoas dizem, Swami, todo o tempo nós fazemos as coisas,
todo o tempo nós atuamos. Então que posso fazer? Deve acalmar-se; sem dúvida
você atua, tem que receber o fruto da ação. E o fruto da ação nem sempre é segundo o
seu desejo. E quando existe conflito entre o desejo do fruto e o fruto real, temos
miséria. Para evitar essa miséria nós temos que evitar uma coisa o fruto, ou o
desejo do fruto. O fruto não podemos evitar pois o fruto acompanha a ação. Simplesmente
podemos evitar o desejo do fruto. Isto é Karma Yoga. Não atuar ou não aceitar o desejo
do fruto, indiretamente é o mesmo. OUVINTE: E o motivo e os desejos espirituais? SWAMI: Na realidade isso também não é desejo, é simplesmente motivo. Motivo é
diferente de desejo. Nós temos motivos para atuar, mas não temos desejo do fruto. O
motivo ocorre durante a ação e o desejo continua depois da ação. Então não devemos
ter desejo do fruto, mas devemos ter o motivo da ação. E o fruto é simplesmente a
sombra da ação. Nós não podemos mudar a natureza do fruto. Não podemos mudar nunca.
Não é possível! Temos que aceitar o que vem. No mundo infelizmente as pessoas não têm
essa atitude, então sofrem. Sofrem todo o tempo, não podem evitar o sofrimento;
simplesmente não podem mudar a natureza do fruto, mas têm sofrimento. O Yooga diz: seu desejo é antinatural, é contra a natureza, e o fruto da ação
é natural. Então natureza e não-natureza são contraditórios. Quando nós tratamos de
manter ambos em nossa existência, sofremos. (...)As aspirações espirituais também são desejos. Mas temos que usar essas
aspirações para tirar os desejos mundanos, simplesmente. Quando estão tirados os
desejos mundanos largamos ambos. Na realização não permanece nenhuma diferença entre
matéria e Espírito, entre qualquer coisa: Tudo é Uno. (JNANA PRABHA, 10, pp. 10-12) |
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