Arati do dia 6 de agosto de 2000


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Antonio
Javier Plazas

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JNANA MANDIRAM

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Pais: BRASIL
Fone: 061-468-3322
E-mail: mandir@zaz.com.br


O sono profundo é o substrato de toda a existência. Toda a criação se desperta, toda a criação sonha e toda a criação dorme profundamente. Todo o universo começa no sono profundo, assim como toda árvore começa com uma semente.

Temos três corpos: causal, sutil e físico. Os seres se originam primeiro pelo causal (Karana sarira), logo o sutil (Suksma sarira) e, por último, o físico (Sthula sarira). Todas as coisas visíveis que vemos no mundo existem, antes de sua manifestação, em forma sutil, ou de semente.

Dizemos manisfestação e não transformação, porque em toda transformação há uma mudança completa da base ou substrato em outra coisa. Então, a forma sutil apenas se manifesta em uma forma densa, nada mais.

O que se conhece como Turya ( quarto estado) não é nem a consciência interiorizada, nem a consciência exteriorizada, nem os dois juntos; nem é uma massa indiferenciada de consciência; nem conhecimento, nem não-conhecimento. É invisível, indefinível. Essência da consciência do Ser mesmo (Atman), no qual toda a existência relativa se dissolve. Pleno de paz, dem-aventurança e sem dualidade, este é o Ser e é isso que deve ser realizado.

(...) Tudo o que experimentamos no estado de vigília devemos ao estado de sono profundo. Assim como uma semente se manifesta numa árvore, assim, tudo que está no sono profundo se manifesta nos outros estados. É por isso que que o estado de sono proofundo é chamado Prajna, a porta da sabedoria.

Então o universo se manifesta primeiro no estado de sono profundo, logo a seguir no estado de sonho e, por último, no estado de vigília. E aqui temos um grande desacordo entre os pensadores modernos e os sábios dos Upanishads: os primeiros pensam que as coisas tomam forma sutil, a partir das densas, porém o sábio nos diz que as coisas, no princípio, são sutis e depois, densas.

(Jnana Prabha, 12, pp. 8 e 11)

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© Antonio Javier Plazas (Todos los derechos reservados por el autor)

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