Arati do dia 6 de agosto de 2000


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Antonio
Javier Plazas

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JNANA MANDIRAM

Direccion: SHIN QL 4/6 - CONJ. A - TEMPLO
Ciudad: BRASÍLIA - DF CEP: 71520-005
Pais: BRASIL
Fone: 061-468-3322
E-mail: mandir@zaz.com.br


(Da reflexão anterior):

“Então o universo se manifesta primeiro no estado de sono profundo, logo a seguir no estado de sonho e, por último, no estado de vigília. E aqui temos um grande desacordo entre os pensadores modernos e os sábios dos Upanishads: os primeiros pensam que as coisas tomam forma sutil, a partir das densas, porém o sábio nos diz que as coisas, no princípio, são sutis e depois, densas”.

(Continuação):

O quarto estado é desprovido de som, elemento ou parte, por ser inconcebível. É onde todo fenômeno acaba. É a felicidade suprema. A não-dualidade. Este é, em verdade, o Atman. Quem sabe isso, dissolve seu ser no Ser, em Brahman.

A Realização não é conhecer, é desconhecer (descondicionar) tudo o que conheço; é perceber o Ser. Despertar não é ver tudo o que vejo no sonho. Se quero conhecer no sonho quem sou, e agora vejo uma coisa, amanhã outra e depois outra, como posso conhecer-me? Vocês podem ver que a vida é como um sonho e que todas as coisas estão como estão no sonho. Para despertar temos que desconhecer o mundo.

(...) Estamos orgulhosos do nosso conhecimento, mas em relação à Realização, todo o conhecimento é somente ignorância; o sentido do ego é o começo desta ignorância; e a superação do ego é o começo da Realização! O ego tem de dissolver-se por si mesmo.

(...)Alguns templos da India têm imagens eróticas [no seu exterior] para indicar ao homem que deve deixar para trás todos os desejos, e, atravessando a sensualidade, ingressar no centro do templo. Quando entramos no Senhor, nossos olhos e nossa consciência não vêem nada para fora; nesse momento está livre. Deixando o mundo fora do templo, a pessoa tem que prostrar-se ao Senhor e prostrar-se significa dissolver completamente no Senhor: não sou diferente do Senhor.

Não tenho que dizer ‘Senhor’ ou ‘eu’; simplesmente eu sou. E não tenho que dizer ‘eu sou’, porque quando começo a dizer ‘eu sou’, eu não sou. Aquele que dorme não diz que está dormindo. Aquele que diz ‘eu sou’ não é.

(Jnana Prabha, 12, pp. 11 e 12)

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© Antonio Javier Plazas (Todos los derechos reservados por el autor)

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