Arati do dia 12 de novembro de 2000


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Antonio
Javier Plazas

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JNANA MANDIRAM

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Enquanto a pessoa não atingir o cume do autocontrole deve seguir rigidamente a disciplina criada pelo Dharma.

As pessoas, muito insensatamente, concluem que o influxo dos desejos é, em si mesmo, o Dharma; não gostam de por nenhum freio às atividades impelidas por seus desejos. Para elas a vida baseada na indisciplina é a melhor. A seu ver, a disciplina, seja de que tipo for, reprime indevidamente o desenvolvimento natural delas. Tal opinião carece totalmente de fundamento. A corrente da vida, fluindo pelos diques da disciplina, só pode encontrar o oceano da meta visada. O rio que transborda os diques cria devastação no mundo e, finalmente, perde sua própria limpidez.

Como toda coisa no mundo, Artha (riquezas) e Kama (desejos) têm seus próprios méritos e deméritos. Como meio eles são muito bons, mas como fim, são muito maus. Aquele que os aceita como um fim na vida conduz sua divindade à ruína.

A pessoa deve zelar apropriadamente do seu corpo. Por isso constroem-se casas, usam-se roupas, cultivam-se alimentos e mantem-se a saúde. Tudo isso está de acordo com Artha (riquezas). Mas ainda que sejamos muito zelosos, não podemos manter nosso corpo para sempre. Com o tempo, ele se torna velho e, por fim, a alma se vai.

Artha (desejos) no ser humano são ramificações do seu desejo de perpetuar a vida. O Dharma continua através dos descendentes de uma pessoa. Por isso a pessoa deseja esposa, filhos e netos. E para o bem estar deles, de novo, ela acumula Artha (riquezas). Tudo isso decorre apenas de seu próprio Dharma.

Está, pois, bem claro que Artha e Kama são meios de proteger o Dharma. Mas sempre que se der maior importância a Artha e Kama, sobrepondo-os ao Dharma, os valores mais altos da vida serão afetados, e a infelicidade e tristeza entrarão no destino da pessoa.

Artha e Kama, destituídos de Dharma e Moksha (liberação espiritual), são o combustível que queima a si próprio e também aos outros. A inveja e o ódio, que estão corrompendo toda a atmosfera da sociedade, são o resultado de Artha e Kama desregrados. Até que Artha e Kama sejam mantidos em seus devidos limites, pela força do Dharma e pela compreensão de Moksha, a sociedade nunca poderá prosperar no verdadeiro sentido.

(Jnana Prabha, 14 pp. 12 a 15)

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© Antonio Javier Plazas (Todos los derechos reservados por el autor)

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