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Arati do dia 17 de dezembro de 2000 |
JNANA MANDIRAM Direccion: SHIN QL 4/6 - CONJ. A - TEMPLO
Reflexões Que é matéria? Eu tenho muitas definições sobre a matéria. Por exemplo, a matéria
é o que não se move. Mas a ciência diz agora que na matéria existem átomos e nos
átomos existem elétrons, prótons e nêutrons. E os elétrons todo o tempo se movem.
Então, como podemos afirmar que a matéria é o que não tem movimento? E nós tratamos
de dar definição, tratamos de definir o átomo. Que é átomo? Que é elétron? E então
temos problemas. Às vezes o elétron se comporta como uma onda, e outras vezes como partícula. E o que
é partícula não pode tornar-se onda; e o que é onda não pode fazer-se partícula,
porque a partícula é estática e a onda é dinâmica! Ambas não podem juntar-se no
nosso conceito. Mas é verdade. Então não podemos dizer que matéria é o que não se
move. Não podemos determinar que seja estática ou dinâmica. É um grande e complexo
problema. Vocês sabem que existem coisas que se comportam como pedra e como planta também. E
que existem plantas que se comportam como plantas e se comportam como animais também.
Existem plantas que andam, capturam os animais, tomam o seu sangue e depois expelem o seu
cadáver. Então que tipo de definição pode dar-nos a matéria? É um problema! E neste momento nossa mente diz que em lugar de buscar a definição de matéria é
melhor que busquemos compreender a definição da alma! Que é alma? E para termos a
definição de alma, temos de entrar em nós mesmos. (...) Temos que nos fazermos tranqüilos e ativos simultaneamente. Porque o mundo é
para agir e nós temos que agir todo o tempo, nós temos que manter a tranqüilidade. O senhor Krishna nos diz no Baghavad Guita, Até as pessoas inteligentes se
confundem sobre a tranqüilidade e a atividade. Fazem confusão de fato. Aquele que vê atividade na inatividade, e inatividade na atividade, é tranqüilo todo o tempo. Aquele que é ativo na inatividade e inativo na atividade é uma pessoa sábia. Como é possível isso? Temos que tentar buscar a tranqüilidade cada vez mais e mais! (J.P. 17, pp 13, 14 e 17) |
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