Arati do dia 25 fevereiro de 2001


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Antonio
Javier Plazas

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JNANA MANDIRAM

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Pais: BRASIL
Fone: 061-468-3322
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Reflexões

Suponhamos que seja de madrugada e que ainda prevaleça a escuridão da noite. Voltemo-nos para o leste e aguardemos por alguns instantes a fim de dar as boas-vindas à luz da manhã. Eis que vêm aparecendo no horizonte oriental os matizes mais atraentes. Brilhando como uma luz sublime, a deusa da alvorada move-se lentamente até que envolve o mundo inteiro. O mundo está maravilhado. Palpitam os corações. Através de variadas manifestações, os botões viçosos e o canto dos pássaros expressam sua alegria. Quanta paz! Quanto encanto! Que agradável!

No entanto, meus caros amigos, não nos enamoremos de tudo isso pois é sumamente efêmero. Dentro de alguns minutos, teremos de suportar o calor do sol abrasador. Faremos bem em lembrar-nos que toda manhã fresca e calma forçosamente termina num meio-dia ardente. Naturalmente, também o meio-dia também dura pouco. Depois, mais uma vez, reaparecerá a mesma cena abundante em cores. Porém não como o prelúdio do dia, será o epílogo do dia. Então cairá a noite e novamente virá a escuridão para engolir todo o mundo. Somente as pequenas estrelas cintilantes, espalhadas aqui e ali, e a abóbada azul da Terra estarão presentes para fazer soar a mensagem de luz e esperança. Talvez surja também a lua para lembrar-nos do sol brilhante. Todavia a noite continuará sendo noite.

Isto não se aplica apenas ao dia e à noite. O mundo inteiro balança entre dois pólos opostos. Ouvimos as canções de ninar que se cantam para adormecer as crianças em seus berços e ouvimos as canções de luto entoadas para fazer descansar os fantasmas em suas tumbas. Vimos os rostos radiantes das crianças, mas vimos também os rostos fatigados dos idosos. Encontramos alegria, mas também tristeza. Desfrutamos da prosperidade e também padecemos da pobreza.

(...)O “ele” nele , o “você” em você é nada mais que o “Eu”. Meu caro amigo, não disponho de tempo suficiente para enfocar entidade por entidade, individualmente. Em vez disto, eu aceito a existência do “Eu” universal definitivamente e chamo-o de Deus. Assim como estou presente em cada protoplasma do meu corpo, assim também o “Eu” universal ou Deus existe em cada átomo do universo. Não existe orelha, olho, voz, mão, pé, mente ou intelecto, sem eu. De modo similar Deus está presente em cada entidade, porém ele não é aquela entidade, e nem o conjunto de todas as entidades. Ele está presente em todo homem ou mulher, cachorro, sapo, macaco ou cavalo, gato ou rato, todavia, ele não é homem, nem mulher, nem cachorro, nem sapo, nem macaco, nem cavalo, gato, nem rato (...)Ele é o puro “Eu”, o eu do eu, o eu de todos os “eus”. Este “eu” nunca morre, porque nunca nasceu.

(Jnana Prabha nº 5, pp. 3 e 6)

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© Antonio Javier Plazas (Todos los derechos reservados por el autor)

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