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Arati do dia 25 fevereiro de 2001 |
JNANA MANDIRAM Direccion: SHIN QL 4/6 - CONJ. A - TEMPLO
Reflexões Suponhamos que seja de madrugada e que ainda prevaleça a escuridão da noite.
Voltemo-nos para o leste e aguardemos por alguns instantes a fim de dar as boas-vindas à
luz da manhã. Eis que vêm aparecendo no horizonte oriental os matizes mais atraentes.
Brilhando como uma luz sublime, a deusa da alvorada move-se lentamente até que envolve o
mundo inteiro. O mundo está maravilhado. Palpitam os corações. Através de variadas
manifestações, os botões viçosos e o canto dos pássaros expressam sua alegria. Quanta
paz! Quanto encanto! Que agradável! No entanto, meus caros amigos, não nos enamoremos de tudo isso pois é sumamente
efêmero. Dentro de alguns minutos, teremos de suportar o calor do sol abrasador. Faremos
bem em lembrar-nos que toda manhã fresca e calma forçosamente termina num meio-dia
ardente. Naturalmente, também o meio-dia também dura pouco. Depois, mais uma vez,
reaparecerá a mesma cena abundante em cores. Porém não como o prelúdio do dia, será o
epílogo do dia. Então cairá a noite e novamente virá a escuridão para engolir todo o
mundo. Somente as pequenas estrelas cintilantes, espalhadas aqui e ali, e a abóbada azul
da Terra estarão presentes para fazer soar a mensagem de luz e esperança. Talvez surja
também a lua para lembrar-nos do sol brilhante. Todavia a noite continuará sendo noite. Isto não se aplica apenas ao dia e à noite. O mundo inteiro balança entre dois
pólos opostos. Ouvimos as canções de ninar que se cantam para adormecer as crianças em
seus berços e ouvimos as canções de luto entoadas para fazer descansar os fantasmas em
suas tumbas. Vimos os rostos radiantes das crianças, mas vimos também os rostos
fatigados dos idosos. Encontramos alegria, mas também tristeza. Desfrutamos da
prosperidade e também padecemos da pobreza. (...)O ele nele , o você em você é nada mais que o
Eu. Meu caro amigo, não disponho de tempo suficiente para enfocar entidade
por entidade, individualmente. Em vez disto, eu aceito a existência do Eu
universal definitivamente e chamo-o de Deus. Assim como estou presente em cada protoplasma
do meu corpo, assim também o Eu universal ou Deus existe em cada átomo do
universo. Não existe orelha, olho, voz, mão, pé, mente ou intelecto, sem eu. De modo
similar Deus está presente em cada entidade, porém ele não é aquela entidade, e nem o
conjunto de todas as entidades. Ele está presente em todo homem ou mulher, cachorro,
sapo, macaco ou cavalo, gato ou rato, todavia, ele não é homem, nem mulher, nem
cachorro, nem sapo, nem macaco, nem cavalo, gato, nem rato (...)Ele é o puro
Eu, o eu do eu, o eu de todos os eus. Este eu nunca
morre, porque nunca nasceu. (Jnana Prabha nº 5, pp. 3 e 6) |
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